Depois da calmaria vem a tempestade.

 

Alguns amigos têm me puxado a orelha por eu não estar mais escrevendo com a freqüência de antes. Pra ser bem sincera eu nem sabia que ainda tinha gente que entrava aqui a não ser meu pai e o Jarbas. O que eu agradeço do fundo do coração.

 

Mas hoje, quando cheguei em casa fiquei com vontade de falar sobre a temporada de Garotas da Quadra que terminou quarta-feira passada lá no Satyros. E nem quero falar sobre quantidade de público, porque nessa temporada isso foi o que menos me importou. Acho que nunca na minha vida fiz uma peça com tanto tesão como aconteceu com Garotas. Em todas as apresentaçãos (foram nove semanas) o tesão era o mesmo. Muito diferente de quando estreiamos em 2004 na Cultura Inglesa de pinheiros. Dessa vez, estávamos mais tranquilas, confiantes, num espaço bem mais adequado ao que a peça pedia e com uma puta vontade de fazer a coisa rolar. E rolou. Ficamos extremamente satisfeitas com o resultado. E pra quem não sabe, o camarim do Satyros fica bem ao lado do banheiro que o público também usa, então quando a peça terminava conseguiamos ouvir os comentários das pessoas sem que elas soubessem que estávamos escutando. E eles eram ótimos. Sobre a peça e principalmente sobre o nosso trabalho. Ficamos muito orgulhosas. Nos olhávamos, Ester e eu, tirando a maquiagem borrada do rosto e sorríamos com a sensação do trabalho feito e muito bem feito. Os meninos que estiveram com a gente lá, Tie, Edu, Emerson, Ronaldo, a moçada que fez a bilheteria pra gente, todos eles com um sorriso no rosto. Puxa, como é bom você ir trabalhar e ter pessoas com sorriso no rosto pra te receber. De cara feia já basta a nossa quando acordamos, não é não?! A real é que nós acreditamos no que fazemos. E sabe por que? Por que fazemos com verdade, com paixão. E isso nosso público pôde ver de perto.

 

Mas como nem tudo é drama, CARRO DE PAULISTA continua a toda no teatro Ruth Escobar. Tá fazendo quase um ano que estou fazendo essa peça ao lado dos meninos Edgard Jordão (um anjo que apareceu na minha vida), Carlos Baldim, Davi Campos e Fábio Neppo (o preferido do Fernando Meireles). Uma peça que dá um enorme prazer de fazer. Uma bobagem deliciosa, uma bobagem que levou Zecarlos Machado ao teatro me ver. Uma honra. Estamos lá quintas às 21 horas e sextas às 21h30.

 

E agora com o término de Garotas vou tentar ver os amigos que estão em cartaz pela cidade. Tem muita coisa pra eu assistir e os amigos estão cobrando. Tentarei fazer o meu melhor, mas ando meio mala, meio caseira e atleta ultimamente. Os treinos estão consumindo o que sobrou do meu corpo que por muitos anos foi meio mal tratado. Mas como disse, farei o meu melhor como sempre. Nunca fui de nada meia boca, pela metade e quem me conhece de verdade sabe muito bem disso.

E por falar nos amigos...

Agora lá no Satyros Um, no mesmo lugar onde Garotas estava estreiou a peça O CANTO DAS BALEIAS do meu puta amigo Jarbas Capusso Filho e do Murilo Dias Cesar.  A direção redondinha fica a cargo do Alexandre Reinecke. Uma farsa gostosa onde os atores podem se divertir e divertir o público sem grandes pretenções e isso por si só já é uma delícia.

 

 

Elenco: Edson Santana, Edi Fonseca e  Zeza Mota

Cenário, Figurinos e Adereços:  Fabiano Machado

Trilha Sonora:  Mario Bortolotto

Concepção de Luz:  Rogério Cândido

Projeto Gráfico:  Aline Abovsky

Ilustração:  Paulo Stocker

Fotos:  Josete Capusso

Produção:  Grupo Na Companhia de Mulheres

 

Espaço dos Satyros Um

Praça Roosevelt, 214  - Tel: 3258.6345

 

Período: de 06 de junho a 26 de julho de 2006

 

Terças e quartas as 21:00 horas

 

Ingresso: R$ 20,00

Lotação – 74 lugares

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