UTILIDADE PÚBLICA ou
PARA MEU BONS E VELHOS AMIGOS
 
ENTENDENDO A RESSACA
 
1 - O que acontece com o corpo?
R: Conhece a história do "bateu, levou"? Ressaca é isso. Uma resposta do organismo a uma agressão que sofreu. Funciona assim: o corpo gasta glicose para metabolizar o álcool. Glicose é açúcar, açúcar é energia. Resultado: A gente fica fraco e sonolento. O excesso de álcool também inflama o aparelho digestivo, faz a cabeça doer, provoca náuseas, vômitos e aumenta a sensibilidade à luz. Enfim, ressaca não é mole não!
  
2 - Por que a dor de cabeça é insuportável?
R: O álcool desidrata o corpo, do dedão do pé ao cérebro. Da seguinte maneira: o etanol inibe a produção do hormônio antidiurético, e sem ele a
gente faz muito mais xixi. Engoliu, pronto: é hora de ir ao banheiro. Portanto, a cabeça dói porque os neurônios sentem sede, literalmente.
 
3 - Isso mata ou só é chato pra burro?
R: A menos que você queira se jogar do 76º andar, ressaca não mata. Todos os sintomas são passageiros, não duram muito. Mas sendo freqüentes, pode acabar em gastrite, pancreatite, cirrose... Aí, sim, vai durar muito.
 
4 - Por que a ressaca só aparece no dia seguinte?
R: Porque é durante o sono que o corpo do bebum trabalha para absorver todo aquele álcool que ele botou para dentro. De manhã, com o serviço feito, é hora de disparar os sintomas desagradáveis. Daí, é importante para, pelo menos, diminuir os efeitos da ressaca, que o bebum antes de deitar procure ingerir muita água. O problema é se você, chapado até o talo, vai lembrar-se disso.
 
5 - Qual a diferença entre ressaca e coma alcoólico?
R: A quantidade de etanol que o camarada bebeu. Até determinado ponto, ele vai sentir dor de cabeça, vomitar, se arrepender e depois fica tudo bem. Além desse ponto, a taxa de açúcar no sangue cai drasticamente; o coração pode parar de bater devido à inibição que o álcool produz nos centros nervosos do cérebro responsáveis pelos batimentos; o camarada perde a consciência. Resumindo, é encrenca da grossa.
 
6 - Beber de barriga vazia é pior?
R: Muito pior. Ter comida na pança significa que o etanol não estará sozinho na corrida da digestão. O organismo vai dividir as energias entre as
duas tarefas, e isso tornará mais lenta a entrada do álcool; na corrente sangüínea.
 
7 - Mas comer o que? Chuchu, rabada, macarrão?
R: De preferência, alimentos ricos em sal e gordura. Castanha, amendoim, queijo e, para extrapolar, salaminho. "O sal e a gordura estimulam a
secreção de substâncias estomacais que protegem o estômago do álcool"
 
8 - Tomar uma colher de azeite antes de enfiar o pé na jaca ajuda?
R: Azeite também é gordura, portanto ajuda. Então pegue a sua colher de azeite, despeje-a num prato, adicione sal e mergulhe pedaços de pão na mistura. Isso mesmo, igualzinho ao que você faz com o couvert do restaurante.
 
9 - A propaganda diz para tomar um Engov antes e outro depois. Não pode ser dois depois?
R: Até pode. Um ou dois antes é que não adianta nada. Ainda não inventaram remédio que previne contra a ressaca. Tudo o que existe apenas dribla os sintomas. O Engov tem hidróxido de alumínio, que alivia os males digestivos; tem AAS, que é um analgésico; e tem cafeína, que contrai os vasos sangüíneos dilatados pelo álcool e, assim, diminui o mal-estar.
 
10 - Me disseram que a ressaca de vinho é a pior de todas. Confere?
R: Não. As bebidas com teor alcoólico mais alto - destilados (uísque, vodca, pinga) - é que provocam maior estrago. Elas são absorvidas mais
rapidamente pelo corpo. Por dedução lógica, os fermentados (vinho, cerveja) fazem menos mal, certo? Cuidado: tudo gira em torno da
quantidade.
 
11 - Então, o que eu faço para acordar legal amanhã?
R: O truque é simples e eficiente: intercale um copo d'água entre dois de birita. A água é o verdadeiro santo remédio anti-ressaca. Ela reidrata,
dilui o álcool e facilita o trabalho dos rins e do fígado. Sem dizer que também empanturra. Numa pança cheia d'água cabe menos pinga. Trocar a água por suco ou refrigerante também funciona. Essas bebidas são ricas em carboidratos, que viram energia e ajudam a metabolizar o álcool.
 
12 - O camarada que fuma enquanto enche o caneco vai ter uma ressaca mais
branda?
R: Pelo contrário, álcool e fumo formam uma dobradinha mais perigosa do que Caniggia e Maradona na Copa de 90. Quanto mais nicotina, menos oxigênio no sangue e mais rápido se dá o processo de intoxicação.
 
13 - Danou-se. Acordei de ressaca. Por que o gosto de cabo de guarda-chuva na boca?
R: Por causa da desidratação. A boca fica seca e o paladar capta o sabor ácido das substâncias que o estômago despeja para processar o álcool.
 
14 - O que é melhor comer nessa hora?
R: Alimentos de fácil digestão para não estressar ainda mais o organismo, já detonado pelo esforço de processar o álcool. Os campeões: frutas, para reidratar e repor as vitaminas, e pão, batata e massas, para obter glicose rapidamente e fornecer energia ao corpo.
 
15 - Correr para a academia e malhar feito um louco ajuda?
R: Falou Superman ... o pobre-diabo do manguaceiro não tem forças nem pra ir ao banheiro, quem dera para correr na esteira. E, para fazer exercício, o corpo precisa de glicose - a mesma que está sendo usada na recuperação pós-pé na jaca. Vai querer dividir?
 
16 - Já sei, vou continuar bebendo...?
R: Esse é o truque do alcoólatra. Ele "rebate" a ressaca com outro porre. Funcionar funciona, se essa é a sua saída, procure os Alcoólicos Anônimos.
 
17 - O que eu faço pro meu quarto parar de rodar?
R: Repouso. Mantenha a luz apagada, cortinas fechadas e fique deitado. A ressaca aumenta a sensibilidade à luz. Aproveite o momento introspectivo para fazer a mais clássica das promessas: "Nunca mais vou botar uma gota de álcool na boca". Toda ressaca tem que terminar com uma baboseira dessas...
 
SEJA UM BÊBADO ... MAS SEJA UM BÊBADO INFORMADO
CONSCIÊNCIA FEMININA

 
Um garotinho de 3 anos estava examinando seus testículos no banho.
- "Mãe!" - perguntou ele - " Isto aqui é o meu cérebro?"
- "Ainda não..." - respondeu ela !".

Mãos na cabeça!

 

Estávamos a caminho de mais um CEU para a apresentação da peça Carro de Paulista.  Edgar, Davi e eu espremidos no banco de trás do corsa sedan insufilmado, Carlinhos (dono do possante) na direção e o Fábio como co-piloto. Dessa vez nosso destino era o CEU Jambeiro, que como dá pra imaginar fica bem pra lá do fim do mundo, no sítio do Judas que perdeu as botas. Eram 6 horas da tarde e nossa apresentação estava marcada para às 8 da noite como tem sido em todos os outros CEU´s. Como nenhum de nós anda daqueles lados, obviamente não sabíamos direito o caminho e tivemos por algumas vezes que perdir informação para as pessoas mais localizadas da região. Até que chegamos na avenida certa e avistamos no fim dela a estrutura do CEU (pois para quem não sabe, eles são todos iguais). Foi quando uma luz piscou insistentemente e olhei pra trás. Era uma viatura da força tática da polícia militar. Achamos a princípio que estavam pedindo passagem, mas eles foram tão insistentes que começamos a achar que o negócio era mesmo com a gente. Ligaram a sirene e então resolvemos sabiamente parar. Já com o carro parado no acostamento da avenida que tinha lá seu movimento, olhei pra trás pra ver o que estava acontecendo e vi uma das cenas mais bizarras da minha tão pacata vida. Os policias desceram do carro armados até os dentes e suas expressões não eram digamos assim, muito amigáveis. Parecia um balé ensaiado, cada um desceu por uma porta com suas 12´s. 3 deles ficaram protegidos atrás das portas com as armas apontadas pro nosso carro enquanto um outro berrava algumas palavras que não conseguíamos entender, pois nossos vidros estavam fechados por causa do intenso frio. Nossa primeira reação foi colocar as mãos pra cima, o que foi muito engraçado (pensamdo depois) já que os policiais não podiam ver direito dentro do carro. Depois de alguns gritos deles e nossos (pois queriamos entender o que era pra gente fazer, estamos cansados de ler notícias do que pode acontecer caso um movimento brusco seja mal interpretado) conseguimos sair do carro em segurança.  - Mãos no capô!, um deles berrou com a arma apontada pra gente e a revista começou. “Moça, você vem pra cá!”. Obviamente era comigo e fui exatamente pra onde ele disse que eu tinha que ficar. Perguntei o que estava acontecendo, foi quando pra minha surpresa ele disse que a placa do nosso carro tinha sido passada para o sistema deles como sequestro. Já estavam em nosso encalço e várias viaturas nos procuravam pela região. Durante a revista mais 3 viaturas se aproximaram e ficou muito claro que também estavam atrás de nós. Ficamos parados não sei quantos minutos, mas pareceu uma eternidade. Até o porta-malas um deles abriu com arma em punho como se pudesse ter alguém dentro. Pergutaram já algum de nós já tinha sido preso, olharam os documentos (menos o meu), apalparam os sacos dos rapazes e olharam pra minha bunda. Humilhação feita, nos explicaram o resto do caminho e nos liberaram. Tá difícil de esquecer aquela doze apontada em minha direção.

[ ver mensagens anteriores ]
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Arte e cultura