Quando você menos espera, dizem, é que a coisa acontece.
Não sei até que ponto isso é uma verdade ou apenas mais uma das milhões de suposições que a gente tenta empregar na nossa tão distorcida visão da vida. Mas até que ponto vai nosso alívio sabendo que as coisas estão totalemente fora do nosso controle de ação? Não gosto de não estar no controle da minha vida, por mais que ela dependa de ações alheias, por mais que minha vida seja cheia de valetas, por mais que tentem me convencer de que nada é tão ruim assim, por mais que a sorte quase nunca esteja ao meu lado, por mais que eu saiba que o mundo dá voltas sim e que um dia, mesmo que seja distante, ele vai voltar ao ponto de partida. Vai voltar. Mas nossos últimos minutos são os mais cruéis e a gente sabe disso. Com um vinho tinto no label num copo de requeijão ouvindo histórias da vida de outra pessoa, me lembro que doença nem sempre é um ataque de febre. Pra onde foi todo mundo? Por que eu sempre chego atrasada?
CALVÁRIO
Comecemos a fazer os CEU´s.
Minha primeira experiência, com Garotas da Quadra, não foi lá essas coisas como já escrevi aqui meses atrás. Agora é a vez de Carro de Paulista. Ontem mandamos ver lá em Aricanduva, hoje é a vez de Campo Limpo e por ai vai. Boa sorte pra nós, vamos precisar.
Ando meio sem saco e com a cabeça vazia pra poder ficar aqui por mais tempo. Espero em breve voltar ao normal.