SBAT - O que todo mundo sempre soube, mas não tinha muito o que fazer (pra resolver).Hoje saiu na
Folha de São Paulo uma matéria do Valmir Santos falando sobre a crise que assola a
SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais) já faz bastante tempo. Todo mundo que eu conheço já teve algum tipo de problema com essa "sociedade" e problemas bem chatos. Como o próprio nome diz, a
SBAT toma conta dos direitos autorais de autores teatrais que se associam a ela. Afinal é muito difícil, eu diria quase impossível, que um(a) autor(a) sozinho(a) consiga ter controle total e absoluto da montagem de suas obras mundo afora. Acontece que a
SBAT não tem feito o seu trabalho de forma correta. Ninguém consegue estreiar se não tiver uma prévia autorização, um "documento", que diga que estamos em negociação com ela. Resultado, nós artistas, sempre pagamos (nada mais justo pagar para poder utilizar um texto - é indiscutível), mas el a não tem repassado muito desse dinheiro para quem é o verdadeiro dono dele. Está mais do que na hora de haver uma reformulação geral na
SBAT para que todos, atores, produtores, diretores e autores possam continuar trabalhando, numa área que já é tão problemática por falta de recursos, sem ter que se preocupar em também ficar com fama de caloteiro. Aliás, vai uma dica, depois da
SBAT, bem que poderiam dar uma passadinha no
ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) para ver o que anda acontecendoos direitos autorais de autores teatrais que se associam a ela. Afinal é muito difícil, eu diria quase impossível, que um(a) autor(a) sozinho(a) consiga ter controle total e absoluto da montagem de suas obras mundo afora. Acontece que a
SBAT não tem feito o seu trabalho de forma correta. Ninguém consegue estreiar se não tiver uma prévia autorização, um "documento", que diga que estamos em negociação com ela. Resultado, nós artistas, sempre pagamos (nada mais justo pagar para poder utilizar um texto - é indiscutível), mas el por lá também!
Voltando a nós, ontem fui lá no Viga Espaço Cênico assistir
TERRORISMO, texto dos irmãos
Presnyakov com direção
Cristina Cavalcanti (que também integra o elenco). Gostei muito. Os atores estão muito bem, destaque na minha humilde opinião, para
Maristela Chelala, Marcelo Góes e Marcos Cesana. A iluminação de
Nelson Ferreira é simples e direta e poderia ter sido mais explorada, mas até aí não compromete em absolutamente nada. Já a trilha sonora de
Rodrigo Menck e Sérgio Motta se encaixa perfeitamente no clima tenso que o texto pede e a direção consegue dar. Vale a pena!
Serviço:
VIGA ESPAÇO CÊNICORua Capote Valente, 1.323 - PinheirosTerças e Quartas às 21 horasFica em cartaz até 20/04. Ou seja, só mais uma semana. Corra.