UMA VIDA NA LUXÚRIAA vida é assim mesmo e todo ano acontece sempre a mesma coisa. A gente faz aniversário. Mesmo não tendo nenhuma participação no fato as pessoas nos cumprimentam e tal, nos dão parabéns e eu gosto dessa farra, mesmo porque sempre curti uma boa bagunça.
Aos 8 meses eu já era, digamos assim, meio desconfiada...

não ria pra qualquer um que mexesse comigo enquanto tranquilamente eu passeava de carrinho pelas ruas de São Paulo e não era muito chegada em abacate. Aquela coisa verde e mole não fazia muito o meu gênero. Era, na verdade, considerada uma criança meio emburrada mesmo e cínica.
Com 1 ano eu já não tinha muito saco para as banalidades da vida. Puta saco sentar num balanço, sozinha, e posar para fotos de família..tá bom, vai, já que vocês insistem tudo bem, mas bate logo essa foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case ira e até pensava em contituir a minha própria família. Tentei reconquistar o carinho dos meus pais e deixei de dar ouvidos aos meus amiguinhos que queriam me levar pro caminho do mal. Ficava vendo desenhos, chorando e coisas assim.

Foi quando aos 4 anos, não resisti e tive uma recaída. Bebia todos os dias, fumava maconha a doidado e dormia com qualquer um. Até ser flagrada por um paparazzo que se fingiu de coleguinha de classe, passou sem serogger.com.br/aline_8meses.jpg">
não ria pra qualquer um que mexesse comigo enquanto tranquilamente eu passeava de carrinho pelas ruas de São Paulo e não era muito chegada em abacate. Aquela coisa verde e mole não fazia muito o meu gênero. Era, na verdade, considerada uma criança meio emburrada mesmo e cínica.
Com 1 ano eu já não tinha muito saco para as banalidades da vida. Puta saco sentar num balanço, sozinha, e posar para fotos de família..tá bom, vai, já que vocês insistem tudo bem, mas bate logo essa foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case percebido pela portaria do prédio onde estava rolando a festa e me pegou de calcinha na situação abaixo. Não estávamos fazendo nada demais. Apenas dormindo depois de encher a cara de tequila e ver filmes de sacanagem a noite toda com a turma da 5 ª série.

Fato superado já que processei o fotógrafo e a revista especializada. Não ganhei dinheiro, mas recuperei a dignidade.
Muitos anos na farra não fazem nada bem. A pele fica opacogger.com.br/aline_8meses.jpg">
não ria pra qualquer um que mexesse comigo enquanto tranquilamente eu passeava de carrinho pelas ruas de São Paulo e não era muito chegada em abacate. Aquela coisa verde e mole não fazia muito o meu gênero. Era, na verdade, considerada uma criança meio emburrada mesmo e cínica.
Com 1 ano eu já não tinha muito saco para as banalidades da vida. Puta saco sentar num balanço, sozinha, e posar para fotos de família..tá bom, vai, já que vocês insistem tudo bem, mas bate logo essa foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case a, o cabelo ralo, não conseguimos nos concentrar em nada, roemos as unhas e os dentes caem. Foi o que aconteceu em 1980. Eu então com apenas 7 anos e com a aparência comprometida. Nada bom para alguém da minha idade. Mas eu parecia feliz e estava mesmo, afinal sempre tive o apoio dos meus pais mesmo nos momentos mais crúeis da minha infância.

Aos 12 anos, quando todos pensavam que eu havia, de fato, superado todos os problemas tive o meu primogger.com.br/aline_8meses.jpg">
não ria pra qualquer um que mexesse comigo enquanto tranquilamente eu passeava de carrinho pelas ruas de São Paulo e não era muito chegada em abacate. Aquela coisa verde e mole não fazia muito o meu gênero. Era, na verdade, considerada uma criança meio emburrada mesmo e cínica.
Com 1 ano eu já não tinha muito saco para as banalidades da vida. Puta saco sentar num balanço, sozinha, e posar para fotos de família..tá bom, vai, já que vocês insistem tudo bem, mas bate logo essa foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case
Foi.
Hoje foi o último dia da peça
O Colecionador que eu estava fazendo no
Centro Cultural São Paulo com a
Cia. Provisório Definitivo dos meus amigos
Pedro Guilherme e
Paula Arruda. Foram duas intensas semanas pra mim. Sem trégua. E é até estranho dizer que passou voando. Não foi fácil, mas em nenhum moogger.com.br/aline_8meses.jpg">
não ria pra qualquer um que mexesse comigo enquanto tranquilamente eu passeava de carrinho pelas ruas de São Paulo e não era muito chegada em abacate. Aquela coisa verde e mole não fazia muito o meu gênero. Era, na verdade, considerada uma criança meio emburrada mesmo e cínica.
Com 1 ano eu já não tinha muito saco para as banalidades da vida. Puta saco sentar num balanço, sozinha, e posar para fotos de família..tá bom, vai, já que vocês insistem tudo bem, mas bate logo essa foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case mento me arrependi de ter aceito o convite dois dois para me juntar à montagem. Não costumo me arrepender do que faço, sei que falar isto é total clichê, mas não tô nem ai. Eles foram extremamente pacientes com minha agressiva ansiedade. Ansiedade que não me deixa quieta por mais de 30 segundos, ansiedade que faz meus pensamento me traírem, que faz com que eu trave em alguns momentos como se fosse uma máquina sem ventilação e cheia de poeira. Deu certo e alguns amigos puderam assistir. Estiveram lá, a
Fernanda, o
Marião com a bela
Isabela (sem redundância!), o
Jarbas, a querida
Patrícia Lobo, o
Ailton Rosa, o já lendário
Wiltão, o bluesman
Tchelo (que é tão louco que me convidou para backing de sua banda mesmo nunca tendo me ouvido cantar...pra sorte dele!), o grande
Mirisola, minha irmã
Thaís com alguns bons amigos e meu amado pai, que além de ter esta árdua função é também meu crítico pessoal. Valeu. Fiquei feliz por todos vocês estarem lá pra rir de mim ou comigo. E além de tudo as du foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case as semanas foram excelentes de público e isso é sem palavras. Me sinto hoje, domingo às 2 e pouco da manhã com o dever cumprido e feliz por fazer o que faço mesmo com todos os entraves que essa profissão me proporciona sem piedade ou aviso prévio. Tá bom, confesso que tenho uma certa malandragem no assunto. Não foi a primeira vez que peguei um texto quase de última hora e nem ensaio, mas me disseram que isso não faz bem pro coração, que ele que não gosta de surpresas. Que ele acelera forte, que a disritmia fica evidente, a repiração curta e que tudo isso junto pode fazer subir a pressão como a minha sobe constantemente. Eu só repito o que já ouvi algumas vezes "não queria me fazer surpresa, porque a surpresa, meu velho, pode ser sua."
E é assim que acontece.
Ando meio sozinha e sem grana. Não é nenhuma novidade pra quem me conhece. Tô sempre sem grana e quase sempre sozinha. Isso nã foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case o me abala, apenas me impede de fazer muitas coisas que gosto. Ir ao cinema (tenho até vergonha de dizer qual foi o último filme que vi na telona), comer no japonês e tomar saquê, sair pra dançar em algum inferninho sem hora pra voltar, comprar aquele sapato alto de salto fino que estou namorando já faz um tempão, deixar meu pai mais sossegado quanto ao
meu futuro, ir ao teatro prestigiar meus amigos, ver peças das quais não conheço ninguém, comprar um DVD pra poder ver vários documentários como o que vi ontem sobre o Kubrick na casa do Djeik, mandar passagens para meu irmão poder vir ao Brasil pelo menos uma vez por ano, dar de presente pra minha mãe aquele perfume que ela tá querendo desde o ano passado e comprar um pra mim também, começar finalmente a praticar kung-fu e parkour, comprar uma garrafa de Red para beber com meus amigos no dia do meu aniversário. Ando sozinha ultimamente, sem grana e nem plano de saúde.
Ontem foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case finalmente tive um dia de folga. Desde que assumi o compromisso de substituir a
Pulinha Arruda na peça
O Colecionador, não tive mais sussego. Não pela peça, que é bacana, mas por causa do meu excesso de auto crítica. Não gosto de fazer nada mal feito muito menos de qualquer jeito e isso acabou tirando meu sono que já não é lá essas coisas. A peça estreiou e deu tudo certo. Pelo menos deu tudo certo dentro do que eu podia oferecer. Não se pode fazer grandes coisas com um texto muito grande e pouquíssimos ensaios. Pouquissimos, digo, uns 3 ensaios com tudo. Mas a gente tá aí pra isso, pra dar a cara a tapa e fazer o que gosta. Trabalhar com o
Pedro Guilherme tá sendo muito divertido. Sábado a
Paula voltou do Fringe (Festival de Curitiba - onde estava com o Antunes Filho) e foi nos assistir lá no
CCSP. Foi muito bom tê-la por perto e mostrar pra ela que estou tendo o maior cuidado com a produção que eles fizeram com tanto carinho e dedicação. Está sendo uma honra apesar das horas de sono que perdi e do ombro que quase desl foto ai! Tá um puta sol, eu esqueci meus óculos escuros e vocês ainda me colocam uma camiseta preta!

Com 2 ou 3 anos tive uma vida mais quieta, mais case oquei por duas vezes no domingo. Em cena. Estou na área, sou folgada, cara de pau e moro longe.
A peça fica em cartaz até dia
27 de março no Porão do Centro Cultural São Paulo.
De quinta a sábado às 21 horas e domingo às 20 horas.
O ingresso custa
10 reais (50% com carteirinha de estudante).
Quanto a convites, peço que todos entendam que como são poucos lugares os convites são bem restritos.