Sem conclusão.

Tá tudo meio bagunça1058 (entre os metrôs Santa Cecília e Marechal Deodoro)

O telefone de lá é 3662-5177

Sábado (dia 30) às 21h

Domingo (dia 31) às 20h

Ingressos : R$ 12 e R$ 6 (meia)

O QUE RESTOU DO SAGRADO
Seria uma ótima pergunta se não fosse uma afirmação.



Pessoas da pior espécie, pessoas que escondem seus mais profundos e cruéis pensamentos e que não deixam vestígios de suas bárbaras acões. Pessoas que cruzamos todos os dias pelas ruas da cidade, nos elevadores, no supermercado, no metrô ou num ponto de ônibus. Pessoas comuns que se escondem atrás da máscara de um sorriso falso, mas que guardam na memória a lembrança de seu último sacríficio humano. Eles recebem um chamado e vão para uma igreja. Eles precisam se redimir de seus pecados. A igreja fica pequena diante de tanta maldade e a humanidade depende da redenção para continuar existindo. É daí que parte a mais nova peça do Cemitério de Automóveis que estreou dia 12 de outubro no Espaço dos Satyros.
Como um vinil tocado ao contrário, um som do demônio que se esconde nas estrelinhas, o mais novo texto do Bortolotto me fez pensar do que eu seria capaz. Talvez eu nunca consiga chegar a uma conclusão plausível a respeito de tanta sordidez e tenho certeza de que essa não é a intenção do cemitério.
Eles fizeram uma sessão pra gente (elenco do O Herói Devolvido) antes da estréia, a gente que trabalha no mesmo horário, na mesma rua, na mesma praça. Um ensaio aberto pra gente não correr o risco de morrer, mas de curiosodade.

Não sei se existe perdão para tanto.
O Cemitério continua cru, ríspido, contundente e honesto.

O QUE RESTOU DO SAGRADO

Texto e Direção : Mário Bortolotto

Elenco: Fernanda D´Umbra, Gabriel Pinheiro, Lavínia Pannunzio, Mariana Leme, Mário Bortolotto, Nelson Peres e Wilton Andrade.
Sonoplastia e Iluminação : Mário Bortolotto
Operação Técnica : Marcelo Montenegro
Assistencia de Direção : Marcos Feitosa
Cenário : Gabriel Pinheiro
Figurinos : Ofélia M. Lott
Fotos : Norberto Avelaneda
Direção de Palco : Wilton Andrade
Cenotécnico : Régis Santos
Projeto Gráfico : Rodrigo Somer e André Kitagawa
Produção: Fernanda D´Umbra

SERVIÇO

Temporada: de 12 de outubro a 15 de dezembro
Terças e Quartas - 21h30
Ingresso: R$ 10,00
Recomendação: 16 anos

Espaço dos Satyros
Praça Roosevelt, 214
Tel: (11) 3258-6345

Christopher Reeve foi dar um passeio.
Que use seus poderes e sua força para dar um jeito no mundo.



Sempre confiei nele!

A LUTA CONTINUA!
DIA 24 DE SETEMBRO DE 2004 ENTROU PARA A HISTÓRIA.


Um dos atores da peça O Herói Devolvido, Marcos Amaral (Marquinhos para os íntimos) foi preso. Não que para ser preso hoje em dia precise de muito, afinal é fácil ser valente com um 38 na cintura, mas convenhamos que um pouco de agilidade e perspicácia facilita bastante as coisas para evitar este tipo de situação. Marquinhos, que faz a linha de frente quando se trata da luta dos trabalhodores, dos bancários, das pessoas desprovidas de maldade no coração e de excluídos em geral, é um cara digamos assim, diferente. Quando indagado se é o Diretor do Sindicato dos Bancários ele responde com humildade: "Não, que é isso, eu sou apenas mais um!" (adoro este instinto de coletividade!) Ele está sempre sorrindo, fala baixo, bebe pouco e é muito educado. Mas está provado na foto abaixo que nem tudo é do jeito que parece ser. Ele berra, esperneia, grita palavras de ordem e faz pose para foto quando for para o bem de todos aqueles que ele, fervorosamente, defende. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre esta figura de cabelos pretos cacheados e que ainda por cima é o melhor amigo do Wiltão, é só aparecer no ESTÚDIO TEATRO X, na Praça Roosevelt, 124 e assistir a peça O Herói Devolvido, onde ele faz com muita dignidade o Pepê, um mongolóide vestido de macacão com a camiseta do Che Guevara à mostra, que faz uma chupeta " melhor que muita putinha metida a fazer boquete".



PS: Ele foi solto depois de prestar esclarecimentos e tudo voltou ao normal, mas a greve e a luta, continuam!!

Domingo, dia de eleição.
E lá fui eu debaixo de chuvisco fazer o que tinha que ser feito. Nada de fila e tudo muito rápido e simples. Marta na cabeça e ponto para os vereadores do PV. É o mínimo que podemos fazer. Já que temos que ir mesmo, pois voto facultativo ainda não faz parte da nossa realidade, pra que perder tempo, sair de casa obrigado e não votar em ninguém? Detesto perder tempo.

Alguém pode me dizer o que está acontecendo?


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